Nasci em São Paulo
David Pennington, Urlik Brun e Fausto Pires do Campos
Vou explicar por que essas três pessoas foram tão importantes na minha formação fotográfica.
Nasci em São Paulo, capital, e passei minha infância em um ambiente totalmente urbano. Somente durante as férias escolares eu tinha a oportunidade de entrar em contato com a natureza. Talvez essa experiência tenha contribuído, mais tarde, para o interesse que desenvolvi pela fotografia de natureza e pelo meio ambiente.
Possuo pós-graduação em Artes Visuais, Cultura e Criação pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (SENAC-DF), concluída em 2013. Atualmente, trabalho em meu estúdio, o Photogenic Arts. Tenho experiência na área de Artes Visuais, com ênfase em Fotografia, atuando principalmente nos seguintes temas: meio ambiente, retratos e ensaios autorais.
Fiz o curso de Artes Plásticas na Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP), onde tive meu primeiro contato com o mundo da fotografia. Lá havia professores e um laboratório fotográfico onde aprendíamos a revelar filmes e fazer cópias em preto e branco.
Em seguida, fiz um curso de Artes no IADE — Instituto de Arte e Decoração. Havia, naturalmente, aulas de fotografia. Naquela época, a literatura disponível sobre o assunto era basicamente estrangeira. Livros e revistas importados eram nossa principal fonte de conhecimento.
Lembro-me de ter feito um investimento considerável na coleção da Time-Life sobre fotografia. Como grande parte do material estava em inglês, tive que aprender uma espécie de “inglês de sobrevivência” para conseguir estudar fotografia. Na prática, a língua deixou de ser uma barreira e passou a fazer parte do próprio processo de aprendizado.
Foi nesse período que comecei a perceber que aprender fotografia não significava apenas dominar uma câmera. Era necessário buscar referências, observar o trabalho de outros fotógrafos, compreender a história da imagem e, principalmente, desenvolver um olhar próprio.

Depois veio a fase da Escola de Fotografia FOCA — Fotografia, Comunicação e Arte. A escola funcionava em um sobrado próximo à Avenida Paulista, onde três professores do IADE e da FAAP — David Pennington, Urlik Brun e Fausto Pires do Campos — se reuniram para transformar em realidade a ideia de criar um espaço dedicado ao ensino da fotografia.
Havia um laboratório para revelação de filmes em preto e branco, outro destinado à ampliação e às cópias em papel fotográfico e um estúdio montado na garagem da casa. A fachada foi pintada com imagens de diversos filmes fotográficos, dando ao lugar uma identidade própria e tornando-o facilmente reconhecível.
Foi ali que comecei a ministrar aulas de fotografia básica. Paralelamente ao ensino, realizava diversos experimentos no laboratório, explorando técnicas como as viragens químicas. Também participei ativamente de exposições coletivas de arte e realizei algumas exposições individuais.
Nunca gostei de fotografar o ambiente urbano de São Paulo. Por isso, comecei a fazer inúmeras viagens pelas praias do litoral entre São Paulo e o Rio de Janeiro. Fotografava principalmente em preto e branco, utilizando uma câmera de 35 mm.
Minha primeira câmera mais profissional foi uma Asahi Pentax SP500, companheira de muitas dessas viagens e responsável por registrar o início de uma fase em que a paisagem e a natureza passaram a ocupar um lugar central no meu olhar fotográfico.

Comecei então a fazer constantes viagens pelo litoral entre São Paulo e o Rio de Janeiro, o que acabou resultando em uma das minhas primeiras exposições individuais, realizada em Paraty, no Rio de Janeiro, intitulada “LITORAL”.
A exposição reunia fotografias que documentavam as belezas das praias e, ao mesmo tempo, registravam um momento de transformação daquela região. Na época, estava sendo aberta a estrada litorânea que ligaria os dois estados, dando início a um processo de ocupação e transformação da faixa costeira.
Sem que eu tivesse plena consciência disso naquele momento, minhas fotografias acabaram registrando não apenas a paisagem, mas também o início de uma nova relação do homem com aquele território. Era o começo de um olhar que, mais tarde, se tornaria cada vez mais presente no meu trabalho: fotografar a natureza, mas também observar e documentar as transformações provocadas pela presença humana.
Algumas exposições coletivas e individuais.
Animais do Cerrado. 2007.

Semana do meio ambiente 2007.
Exposição Coletiva.
Semana do meio ambiente 2006..
As Guardiãs das Nascentes. 2004.
Exposição individual.

As Guardiãs das Nascentes. 2003.
Exposição individual.

Espeleofotos. 1983.
Exposição individual Brasília.


Litoral. 1979.
Exposiçã individual.
Demasiado Humano – Fotografias da Coleção Joaquim Paiva. 2006.





Brasília uma cidade em Construção. 2006.
Pela própria NATUREZA.1983.
Exposição individual.
Semana do Meio Ambiente. 1992.
Exposição coletiva.




O Homem Brasileiro e Suas Raízes Culturais 1980.
Museu de Arte de Sã Paulo MASP




Araguaia – Paraupava. 1983. Fotografia.
Exposição individual Centro Cultural de São Paulo.





Contrastes e Confrontos –
Diálogo entre dez fotógrafos 1992. Fotografia.





Araguaia – Paraupava. 1983. Exposição individual de Fotografia.
Fundação Cultural do Distrito Federal Setembro de 1983













Pinturas Xerox Heliografias Desenhos.1975.

4 linguagens – 4 fotógrafos.1992.
Exposição coletiva.

Verde Lente – fotógrafos brasileiros e a Natureza.1997.
Exposição coletiva.
IV Encontro Jundiaiense de Arte.1975.
Exposição coletiva.

Exposição Coletiva de Fotografias no Cineclube Pau-de-arara. 1975.



Movimento Cultural ‘Rodrigues Alves’.. 1975. Fotografia.
XIII Bienal de São Paulo. 1975. Fotografia.
Encontro de poetas. 1977. Fotografia.
Auto-retrato. 1981. Fotografia.
BRASÍLIA: PORTAL DO CERRADO – Programa de Educação Ambiental Aeroporto Internacional de Brasília. 2015.
Brasília Portal do Cerrado. Semana do Meio Ambiente 2015. 2015. Fotografia.
Mostra Coletiva de fotografias de São Carlos.. 1975. Fotografia.
III EXPOSIÇÃO COLETIVA DE FOTÓGRAFOS DO CENTRO OESTE.



Projeto 101 animais no cerrado
Carlos Terrana lança uma série, tipo coleção de livros, para demonstrar detalhadamente como a fauna brasileira é rica mas requer cuidados especiais. É uma coleção de livros eletrônicos com informações curiosas e de cunho científico sobre 101 animais.

Projeto Guardiãs das Nascentes
Este trabalho é uma pesquisa acadêmica sobre fotografia, que apresenta como produção prática o processo de criação de um ensaio fotográfico sobre a semi-nudez, com fotos realizadas em Brasília, Pirenópolis-GO e Chapada dos Veadeiros-GO.

Projeto Crespas e cacheadas
É um projeto onde a fotografia funciona como ferramenta para o aumento da auto-estima de alunos do ensino médio de Ceilândia e Taguatinga.
Canal do Youtube
Canal com vídeos culturais, experimentais e de sobra algumas dicas de fotografia.
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